Quedas em Idosos

Publicada em 09/03/2018


A queda em idosos é um dos problemas mais graves e freqüentes que observamos à medida que as pessoas vão envelhecendo. Segundo o Ministério da Saúde, um em cada três indivíduos acima de 65 anos sofre uma queda, e um em cada vinte que caem tem alguma fratura e necessita de internação. Dentre os idosos acima de 80 anos, esse risco aumenta muito. Estima-se que 40% deles sofram pelo menos uma queda por ano. Este índice também aumenta quando falamos em idosos que estão em asilos ou casas de repouso.  Por isso, além de um problema físico, a queda acaba se tornando um problema social, econômico e psicológico, gerando muita dependência e por vezes até a institucionalização.

As causas para as quedas são muito variadas, desde físicas, psicológicas e até ambientais. 

Causas ambientais:

  • Calçadas e ruas não adequadas
  • Pisos escorregadios
  • Pouca iluminação nas residências
  • Uso de tapetes 
  • Ausência de corrimões nas escadas 
  • Ausência de barras nos banheiros
  • Uso de calçados inadequados

Dentre as causas físicas, destacamos:

  • Idade avançada (acima de 80 anos)
  • Sexo feminino
  • Baixa aptidão física
  • Fraqueza muscular geral, mas em especial em membros inferiores
  • Marcha mais lenta, com passos mais curtos
  • Alterações cognitivas
  • Uso de alguns medicamentos específicos que possam gerar confusão mental ou letargia
  • Tonturas e vertigens
  • Alteração postural
  • Hipotensão ortostática
  • Diminuição da coordenação motora e principalmente do equilíbrio

Fica claro que quanto menor a capacidade física do indivíduo, maior o risco de quedas, inclusive em atividades rotineiras, como uma simples deambulação dentro de casa.

Nosso objetivo com este texto é chamar a atenção para a importância da atividade física para se manter um bom condicionamento e assim atuar na prevenção deste mal.

Estudos relatam que um programa de exercícios adequado, realizado regularmente diminui em ate 10% o risco de quedas nessa população.

Exercícios que aliem um trabalho de força muscular, alongamento e equilíbrio estático e dinâmico trazem enormes benefícios para o condicionamento geral do individuo.

O Método Pilates de condicionamento físico pode ser uma excelente opção, já que trabalha o corpo com um todo, dando muita ênfase na questão postural, no fortalecimento e no equilíbrio.

Nas aulas, trabalhamos muito o fortalecimento do core, que são os músculos responsáveis pela manutenção do centro de força do corpo, e estabilização da coluna vertebral. Assim, favorecemos a manutenção de uma postura alinhada, sem a inclinação do tronco para frente, muito comum nesta população durante a marcha, o que acaba deslocando o ponto de gravidade e assim facilitando a queda. Além do fortalecimento do core, há um trabalho constante de fortalecimento de membros inferiores, com ênfase nos músculos responsáveis por atividades rotineiras e funcionais, como sentar, levantar e agachar. 

Consideramos imprescindíveis os exercícios de mobilização articular, principalmente dos tornozelos, para manter a estabilidade numa possível torção do pé, muito comum durante a marcha.

Existem no Método muitos exercícios realizados em pé, tanto de forma estática quanto dinâmica. Eles contribuem para a manutenção do equilíbrio e da agilidade motora. 

É importante que haja variedade de estímulos durante a prática, e que se dê muita ênfase em exercícios funcionais, em movimentos que simulem atividades realizadas diariamente, já que buscamos sempre adquirir e manter o maior grau possível de independência funcional de nossos alunos.

Com mais de 10 anos de prática trabalhando com esta população, podemos assegurar que se seguidos com regularidade, os exercícios físicos garantem muitos benefícios e são extremamente eficazes na prevenção deste sério problema enfrentado pela população que está envelhecendo.